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  • Estive Galhardi
  • 21 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de dez. de 2025


O nada,

por não suportar não existir,

passou a existir e,

por isso, se extinguiu.


O nada não suporta nada, 

a gente muito menos.

Talvez, seja porque sejamos sabidos demais…

E, como o nada, não suportamos nada.

Destruímos tudo.

Talvez por isso, não sobra nada sobre nada.


O nada era para ser nada. Sem palavra; sem discurso; sem aprofundamento.


O nada, não era nem para gente saber — muito menos falar — porque a partir do momento que se sabe, vira algo e então não é mais nada.


Parece que nada é nome que a gente dá para nossa limitação e que serve para tudo o que não se entende; se conhece; se sabe…

E aí, parece que nada é nosso. 

E aí, parece que é tudo do nada. 

E fim de papo; e se esgota; e me esgoto; e não tem sentido; e o seu significado, que é tão ordinário, se atribui a tudo que achamos que é nada e então achamos que sabemos; sem saber de nada. Ou nada disso.


Me parece que percebo alguma percepção sobre nada em um ponto diametralmente oposto à nossa convenção sobre a sua definição.

O nada é uma afronta ao nosso intelecto.

O nosso intelecto é uma afronta à vida.

Talvez seja por aí.

E, talvez, o raciocínio seja coisa do tipo nada.

Quando a gente entender, talvez ele se extinga.

E talvez, de novo, estejamos no caminho.

Qualquer coisa, não se atribui a nada.

Porque parece que tudo, não serve pra nada.

E pra gente, nada, serve pra tudo.


O raciocínio não aceita o nada.

O raciocínio

NÃO

ACEITA

NADA.

Nada? Como nada?


Acho melhor mesmo deixar o nada pro nada.

O nada não exige conhecimento, reflexões profundas…

O nada enlouquece. Alucinação coletiva.


Veja só, tão dedicado como qualquer um de nós, sobre o nada, venho em sua defesa. E como sempre, sobre esse tema, equivocado, falho vergonhosamente e miserável.

Em defesa de nada, não lhe peço nada.

Tudo que lhe peço é que deixe o nada em paz.


Não tem jeito.

A gente não deixa nada em paz.

Não tem jeito.

A gente quer tudo…

Inclusive o nada.


Nada existe.


Nada é meu!

 
 
 
  • Estive Galhardi
  • 19 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 6 de dez. de 2025


Os olhos sem nada, nada que fossem as suas órbitas. Sem olhos.

Olhar, todo mundo vê, mas aquilo que frequentemente via, viu tanto que optou, sem escolher, não enxergar. Cegou-se vendo por escolha ou até necessidade… Coisa de vida, ou morte.

Para ele, morte: ordinária; vida, capim, fome, família, objeto. Ah… e morte, apenas palavra. Mentira; sequer a considerava, tampouco compreendia.

Carrasco, palavra substantivo, amontoado de letras que se compreende, por se ver, por se ouvir; tocar e falar. Física. Invisível.

Definição: ocupação, o verdugo, algoz, mas o mais coerente, Deus. O carrasco é só o carrasco, consta no dicionário, há de se convir que por direito, tudo que existe, seja o que for, precisa-se saber e por enquanto só se sabe se se define.

O carrasco, quem é? Tem direitos? É ofício ou já chegou a ser? Qual é o seu ordenado? Quanto se paga a Deus?

É réu? É vítima?

É culpado ou inocente?

De quem é a culpa?


A culpa é de quem sente!?

 
 
 
  • Estive Galhardi
  • 15 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de dez. de 2025


Por que é incontável de forma que se possa quantificar, enumerar?

Não conto com nada nem com ninguém, por que não espero e não considero qualquer possibilidade de receber qualquer coisa em troca?

Não conto por que não seja bom com os números, ou com as palavras?

Para evitar a ansiedade, não conto o tempo; os dias; as horas; as palavras; as histórias; o dinheiro?

Não conto por que me envergonho, ou por que não queira soar como arrogante?

Não conto por que talvez não se entenda? Porque não sei quem vai saber, o que vão dizer e, se ao saber, sem compreender, vão então contar, contar errado, ou não contar?

Não conto com intenção de instiga, como se faz com os amigos, iniciando diálogo com um “nem te conto”, explicitamente excitado e eufórico em contar novidade de moral duvidosa?

_Talvez por não saber o que dizer; como dizer; ou sequer, se tenho algo a falar._

_É incontável porque nunca foi dito e até que seja é imaculadamente assim;_

Não conto por que é incontável? É incontável por que é infinito? Por que tudo que é infinito é incontável? Por que é imensurável e qualquer empenho se faz desnecessário?

Não conto por que não quero?

Pela ironia, pela malícia?

Para manipular as palavras e as pessoas e o entendimento?

Não conto por que não há o que se contar?

Não conto por que não sei?

Por que não me revelo e por que me engano?

_Talvez, não tenha dito nem para mim e, se assim tudo se deu, por não ter me contado, antes de tudo começar, já estava escrito?_

_Não estava!_

_Talvez não contar é que signifique qualquer coisa. _

_Talvez racionalizar e definir sejam apenas distrações para não contar o que é incontável, o que a gente já sabe e não conta porque finge que não entende, porque somos limitados ou porque contar é admitir, e então, sem contar, admitimos que não suportamos contar o incontável._

_Talvez por isso, ou não._

_Não conto._

(Para não ter que me justificar).



 
 
 
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